fbpx

Warning: A non-numeric value encountered in /home/storage/8/ad/f1/warungclub1/public_html/warungfestival/wp-content/themes/warungdayfestival/core/inc/helpers.php on line 684
(Last Updated On: 25 de fevereiro de 2020)

Por Jonas Fachi


Valorização dos artistas que fazem parte da história da cena nacional


Para um festival de música eletrônica como o Warung Day Festival funcionar em alto nível é preciso que alguns pontos sejam extremamente bem planejados. Talvez, um dos principais seja a escolha dos artistas, que em cada edição são nomeados estrategicamente a fim de formar um equilíbrio diversificado: nomes em ascensão, apostas e DJs que representam a filosofia de sucesso do club localizado em Santa Catarina.


Desde a primeira edição, em 2014, a curadoria do festival vem apostando neste mix de artistas de diferentes níveis somados a alguma figura chave, um nome que sirva de âncora e chame mais atenção – na primeira edição quem fez esse papel foi Dubfire. O eterno membro do projeto Deep Dish, além de ser um dos artistas mais respeitados do techno contemporâneo, tem uma história de mais de uma década na pista do club. Em 2015, pendendo para o famoso lado atmosférico e progressivo do Templo, o nome da segunda edição do WDF foi simplesmente Sasha. Um dos pioneiros da dance music que trouxe para o festival o peso de apresentações históricas na Praia Brava. Já em 2016, a direção do evento optou por novidades e produtores que estão em alta rotatividade, a exemplo de Tale Of Us, o que chamou a atenção do novo público brasileiro trazendo para a Pedreira o que havia de mais atual no mercado europeu. Em 2017 foi a vez do maestro Hernan Cattaneo chamar para si a responsabilidade. O argentino é reconhecido como a figura mais emblemática na história do Warung Becah Club, levando ao extremo o conceito de “alma latina’’ – quente e emocional, para o festival. Em 2018, houve a realização de um sonho antigo por parte dos proprietários e clubbers de longa data com a vinda das lendas Sasha & John Digweed em um back to back de quatro horas. A saga final estava completa e a vinda deles foi marcada por recorde de público.

Nesta sexta edição a curadoria surpreende por adotar uma nova abordagem artística para o festival. Em abril, o público poderá prestigiar três pistas com o mesmo nível de qualidade artística, compostas por grandes DJs de diferentes estilos desde cedo, o que possibilitará que cada participante escolha o que lhe confere mais sintonia aos ouvidos. Além de excelentes destaques já mencionados, o festival recebe alguns dos artistas mais queridos pelos brasileiros e que fazem parte da construção da nossa cena ao longo dos anos.

Lee Foss é um dos nomes que ajudaram a marcar uma virada de página na história do Templo a partir de 2011. Com a explosão do deep house no país, ele foi um dos líderes da imposição do estilo à frente da cena através de sua gravadora Hot Creations – lançando nomes como Jamie Jones, Danny Daze, Miguel Campbell e Benoit & Sergio. O DJ e produtor de Chicago é reconhecido mundialmente por quebrar o paradigma entre “comercial X underground”, conseguindo agradar ambos os lados. Desde então, seu nome nunca mais deixou de figurar no calendário do club, sendo sinônimo de noites de casa cheia e sets interativos. Junto dele, Anabel Englund estará novamente trazendo sua voz singular para o Warung Stage. O duo se apresentará às 17h.

Pode-se dizer que Gui Boratto é talvez o maior artista que a cena eletrônica brasileira já produziu. O motivo? Ele é reconhecido globalmente por mais de uma década como um dos poucos produtores que conseguiram criar um estilo próprio sem precedentes. Pentagram, seu quinto álbum de estúdio lançado em 2018 foi mais uma amostra da genialidade singular do paulistano, que a cada novo trabalho demonstra que é possível se reinventar sem perder suas características. Boratto estabeleceu ao longo de sua carreira novos parâmetros nunca imaginados dentro da dance music, e o melhor é que ele não parece conhecer os limites de onde sua música pode chegar. Recebê-lo às 17h no Garden Stage como uma figura que faz parte da história do templo será uma honra.

ANNA começou 2019 se consolidando como uma artista de nível global após ser convidada para o lendário programa Essential Mix, da BBC Rádio 1. A brasileira radicada em Barcelona caminha nos próximos anos para se tornar uma das principais figuras da cena techno mundial, ao lado de nomes como Nina Kraviz, Anja Schneider e Monika Kruse. Em 2018, seu remix para “Singularity”, de Jon Hoptkins, foi considerado um dos melhores do ano no gênero techno. Desde que venceu o DJ Awards em 2016 como artista revelação, sua carreira tem crescido de forma exponencial, tanto nas pistas, reconhecida com uma grande DJ, como no estúdio, produzindo faixas que agradam nomes que vão desde Carl Cox até John Digweed e Maceo Plex. Fenômeno de vendas no portal Beatport, no qual costuma figurar no top 10 de techno, ela chega para o Warung Day Festival com o peso de ser uma de nossas maiores representantes nacionais para o mundo. Seu set rola às 20h30, no palco Pedreira Stage.

Quanto ao artista Gabe, vale ressaltar que ele detém um currículo invejável de mais de 20 anos de carreira, rodou o mundo com seu projeto Wrecked Machines logo após a virada do século. Junto de nomes como Anderson Noise e Marky, foi um dos primeiros brasileiros a alcançar sucesso mundial. Nos últimos 10 anos, o artista domina a cena eletrônica nacional com seu estilo único capaz de arrastar multidões por todas as pistas em que passa. Ele ainda se destaca por ser um dos poucos produtores já convidados para remixar expoentes como Sasha, Christian Smith e D-Nox & Beckers. O palco Warung Stage receberá seu mais novo live às 19h.

Para finalizar esse conteúdo sobre alguns dos artistas de grande reconhecimento nacional para a da 6ª edição do WDF, um nome que sempre foi sinônimo de inovação, persistência e coragem em prol do desenvolvimento da cena eletrônica nacional: Renato Ratier. Além de ser um dos DJs mais respeitados do país, ele tem projetado novos artistas nacionais ao longo de 20 anos de carreira; seja por meio de sua label, club ou agência da marca D-Edge. Nos últimos anos, Ratier também se destacou no estúdio; o álbum Black Belt recebeu elogios da imprensa internacional em 2013, além de uma série de remixes de nomes como Sascha Dive, Duth e Secret Cinema. Em 2016, um dos grandes anos de sua carreira, o artista lançou seu segundo álbum de estúdio intitulado “Universe” e um aclamado EP pela gigante Kompakt ao lado de Gui Boratto. Ratier ainda fez parecia com ninguém menos que Stimming na faixa “Filosofia”. Incansável, Renato Ratier chega ao Wday com um set muito aguardado às 17h, na Pedreira Stage.